domingo, 9 de dezembro de 2012

13 dicas para se concentrar na hora dos estudos


Por mais que você tente, está difícil fazer sua mente focar nos estudos? Veja as dicas de especialistas para resolver seu problema

Ana Carolina Prado | 17/04/2012 16h 30
Nosso cérebro é meio fanfarrão: na hora de pensar em estratégias para aquele jogo complicado de videogame ou de ler aquela revista que você adora, ele coopera facilmente. Mas quando é preciso sentar e estudar um pouco, parece não haver jeito de alcançar a concentração.
Isso fica ainda mais desesperador quando estamos em ano de vestibular e não temos tempo a perder. Para ajudar você nisso, o GUIA DO ESTUDANTE conversou com especialistas e pediu dicas para ajudar seu cérebro a se concentrar. Como cada pessoa tem um jeito de funcionar, nem todas elas serão igualmente eficientes para todo mundo. Então é bom fazer uns testes até descobrir quais dão certo para você.
Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor e autor de livros com dicas para estudos Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. "Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente", explica ele.
Escreva à mão em vez de digitar
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. "Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita", diz o professor.
Como saber o que vale colocar no papel 
Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever, faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consulta-la, é preciso ser conciso, mas ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa quando for estudar. 

Revise a matéria que aprendeu em aula no mesmo diaAlém de evitar acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o memorize. 

Estude sozinhoVamos combinar que, por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. O professor Pierluigi é um grande defensor da ideia de que só se aprende mesmo no estudo solitário. "Estudar em grupo é útil se você for a pessoa que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita", diz ele. A melhor dica para um bom estudo, aliás, e explicar a matéria para si mesmo. 

Use as aulas para entender as matérias e tirar dúvidasUm erro comum, segundo o professor Pierluigi, é fazer dois cursinhos para ter um maior numero de aulas - o que realmente vai fazer diferença no vestibular é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que pegou. Mas isso não significa que vale cabular ou dormir nas aulas: elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas. 

Desligue todos os aparelhos eletrônicos. Na hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de cada notificação no Facebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por "dois minutinhos". Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a checá-la apenas nesse tempo específico.

Estude em um local organizado e tranquiloO resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça. 

Música? Só em línguas que você não entendaNão é proibido estudar ouvindo música - há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda - isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça a matéria.
Use marca-textoUsar canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais é uma boa ajuda para manter o foco no que for importante, especialmente se você tem problemas mais sérios de déficit de atenção. Post-its também podem ser úteis. 

Respeite seu tempoSe você é mais produtivo de manhã, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pequena parada e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental - e a frequência vai depender do seu ritmo. 

Tenha uma programação organizada, mas seja flexívelUse uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite-a! Mas faça programações realistas para que você não se desanime. Definir que você vai estudar durante oito horas por dia se você tem várias outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. E esteja aberto para mudanças, caso seja necessário.
Crie um pequeno ritual antes de estudar
Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritualzinho antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender que é hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.
Quando a dificuldade de concentração é crônica
Às vezes, a falta de atenção pode ser crônica e estar associada ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). "Todo mundo pode ser os sintomas, mas não o TDAH de fato. O que conta é chama é a persistência e o prejuízo que isso traz para as pessoas do ponto de vista educacional (como evasão e não conclusão dos estudos) e sociais (dificuldade de inserção no mercado de trabalho, inadaptação social etc.)", explica Cláudia Machado Siqueira, neuropediatra e coordenadora do Laboratório de Estudos dos Transtornos de Aprendizagem (LETRA) do Hospital das Clínicas da UFMG.
Os sintomas do TDAH, tanto de desatenção quanto de hiperatividade, aparecem por volta dos 3 a 7 anos de idade. Na vida adulta, o que fica geralmente é a dificuldade de se concentrar na metade dos casos - a hiperatividade diminui. Pesquisas apontam fatores genéticos e neurológicos como as principais causas prováveis do problema, embora fatores sociais possam contribuir no desenvolvimento de problemas associados.

Nesse caso, é necessário procurar um especialista. "O problema não tem cura, porque é o jeito como seu cérebro funciona", explica Cláudia Siqueira. Mas existe tratamento, geralmente feito com medicamentos e com a chamada terapia cognitivo comportamental (um segmento da psicologia que ajuda a criar estratégias para ajudar a pessoa na organização, planejamento e cumprimento de tarefas e objetivos, como as que a gente listou aqui).

O que é uma dissertação?


Muitos vestibulares terão prova de redação em sua segunda fase e, na maioria dos casos, a dissertação é o tipo de texto mais pedido. Mas quais são as características obrigatórias de uma redação dissertativa? Listamos abaixo:
- Uma dissertação serve para expor uma ideia, problema ou questionamento. Nela, desenvolve-se um raciocínio com base em argumentos que levarão a uma conclusão.
- O estudante deve ser capaz de colocar argumentos válidos para fundamentar suas afirmações.Evite clichês e generalizações.
- A intenção é convencer o leitor a respeito da opinião defendida no texto – e essa opinião deve ficar clara em uma conclusão final.
- Mas essa conclusão não precisa dar uma solução definitiva para a questão – até porque os temas, muitas vezes, são tão complexos que não permitem isso.
- A dissertação geralmente deve ser construída com linguagem culta (mas as instruções da prova vão dizer isso),  bem como clareza e objetividade. E espera-se um texto impessoal – mas não é proibido usar a primeira pessoa (eu, nós).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

TEMPLO DOS DEUSES


Acesse o site TEMPLO DOS DEUSES e saiba tudo sobre as mitologias das mais diversas culturas. Trata-se de pesquisas detalhadas dos Panteões Grego, Africano, Celta, Egípcio, Inca, Hindu, Maia, Romano, Asteca, Oriental e Nórdico.

http://www.seuhistory.com/deuses.html 

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Site de reforço para ENEM e demais Vestibulares com excelente qualidade e didática.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Importância da Leitura




A leitura é essencial para o cérebro e a aprendizagem. É por isso que durante anos, leitores, filósofos e escritores de todas as idades têm escrito coisas sobre suas percepções após uma leitura. Reunimos algumas frases deles que certamente vão incentivar você a pegar um livro e deixar sua imaginação fluir. Confira a seguir as 7 frases inspiradoras sobre leitura:






"A leitura faz ao homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso." (Francis Bacon)

"Acho que o escritor deve escrever para a alegria do leitor." (Jorge Luis Borges)

"A leitura traz ao homem plenitude, o discurso segurança e a escrita exatidão." (Francis Bacon)

"Aquele que lê muito e anda muito, vê muito e sabe muito." (Miguel de Cervantes Saavedra)

"Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós." (Franz Kafka)

"Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias." (Mário Vargas Llosa)

"Acho a televisão muito educativa. Toda as vezes que alguém liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro." (Groucho Marx)

O hábito da leitura traz grandes benefícios para a vida acadêmica e pessoal. Confira algumas dicas e estratégias para estimular a leitura de seus alunos.
É muito comum entre professores de literatura pedir aos alunos que leiam determinados livros durante o ano escolar e, no fim, testar os conhecimentos adquiridos com o livro por meio de provas tradicionais. Essa prática, porém, acaba, muitas vezes, por estimular a “decoreba” e leituras de última hora na internet, em resumos e textos sintetizados. Para evitar essa situação e estimular a leitura eficiente e produtiva em seus alunos, confira as quatro dicas a seguir:
1. Programação da leitura
Ao invés de testar os conhecimentos apenas no fim da leitura, tente organizar uma programação da leitura para que o livro seja completamente aproveitado. Estabeleça metas como, por exemplo, duas semanas significando quatro capítulos lidos. Separe uma aula a cada quinze dias para organizar grupos de discussão e reflexão sobre o conteúdo lido durante o período. Você pode chamar essa aula de “pare, pense, escreva”. Ao final da aula, os alunos produzem um relatório daquilo que já sabem do livro e guardam como anotação.

2. Assunto específico
Você também pode organizar a aula quinzenal por assunto, agrupando alunos com níveis diferentes ou semelhantes de leitura para estimular o engajamento. Dentro de determinado capítulo, escolha alguns temas interessantes e solicite que cada grupo separe uma observação ou questionamento para compartilhar em debate com toda a sala depois.

 3. Exemplos visuais
Dependendo do tipo de texto e área de conhecimento é possível fazer exemplos, linhas do tempo, tabelas e cronogramas que seguem a leitura. A cada aula específica para o livro os alunos acrescentam novas informações e formam gradativamente um material de apoio exclusivo para o entendimento da história.

 4. Perguntas chave
Separe pelo menos uma aula para que os alunos façam anotações e perguntas exclusivas sobre o texto. Esse material será entregue a você. A partir dessas notas você pode organizar atividades de leitura futuras e tirar dúvidas sobre o livro que a maioria da sala apresenta.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Aula sobre Édipo Rei e a origem da Tragédia Grega



Édipo Rei ao mesmo tempo em que é o primeiro grande clássico ocidental é também, de certo modo, a origem da tragédia grega. A palavra tragédia vem do grego 'tragos', que é 'bode', e 'odia', o 'canto'. Há 2 hipóteses: a de que o bode era prêmio dum concurso de recitação em honra de Dionísio, deus do vinho e do teatro. Outra teoria é a de que a palavra era 'trigos', não 'tragos', e designava a colheita da uva.

Na 'Poética', Aristóteles afirma que a tragédia surgiu da evolução dos coros de ditirandos em homenagem a Dionisio. É possível ver em 'As Bacantes' que quem não se rendesse a Dioniso era destroçado. Para Aristóteles, a tragédia purifica (katarsis) emoções, principalmente compaixão e medo.Quanto mais 'katarsis', melhor. Há uma espécie de cura, operação medicinal pelo Teatro.

Era uma espécie de obrigação e privilégio frente à cidade que os ricos fossem 'coregos': patrocinadores do evento. A ideia de concurso era muito presente nessa mentalidade 'ocidentalizante' da Grécia, de vaidade e disputa. As tragédias gregas trabalhavam com os elementos dos épicos, com essa tradição. Mesmo quando a tragédia se distancia do 'tragos',a essência permanece:o ato edípico de furar os olhos ou seu suicídio.

Adorno disse que a essência do sacrifício existir é o que mantém o vigor da arte. A tragédia é isso: a tensão existente em torno de rituais corrompidos, tanto religiosos como cívicos. Para Aristóteles, 'Édipo Rei' era a tragédia mais perfeita, principalmente pela estrutura do enredo - o 'mithos'.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Razões da violência em São Paulo e Santa Catarina



WASHINGTON NOVAES é um jornalista atento às causas das violências que estão ocorrendo principalmente em São Paulo e em Santa Catarina. Parece que uma orgnização criminosa com algumas características de estado paralelo está se enfrentando com o Estado constitucional.Todos nos perguntamos, sem entender exatamente o porquê deste recrudescimento da violência, com tantas vítimas inocentes e com tantos policiais assassinados. Aqui vai uma reflexão esclarecedora de W.Novaes que acaba de ser publicada em O São Paulo de 23/11/2012 sob o título: “As novas percepções na escalda da violência”.


Que quer dizer exatamente a onda redobrada de violência na Grande São Paulo e interior paulista, Santa Catarina, Goiás, Paraíba, Bahia, Ceará e outros Estados ? O tema está a cada dia mais presente na comunicação e suscita, inclusive em entrevistas e artigos assinados, muitas interpretações. Na verdade, a questão já era muito forte e só agora temos uma nova visão ? Ou se trata de uma escalada na violência ? Por que ? Será coincidência ou um salto de consciência ?
Carmo Bernardes, o falecido escritor mineiro/goiano, costumava dizer que os acontecimentos (e a consciência sobre eles) em nossas vidas não escorrem lentamente, e sim dão saltos repentinos: de um momento para outro vem-nos a consciência de que houve uma mudança forte, um salto. Será assim neste momento ? Ou se trata apenas de coincidência, situações momentâneas ? Por um lado, as estatísticas de crimes mostram que a situação não é nova, embora possa ter-se agravado – apenas se estaria dando mais ênfase. De fato, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, citado pelo ministro da Justiça (ESTADO, 14/11), diz que já tínhamos no ano passado 471,2 mil pessoas presas em 295,4 mil vagas, com um déficit de 175,8 mil vagas e 1,6 preso por vaga. Só no Estado de São Paulo, 195 mil presos, ou 1,9 por vaga. Nas 28 prisões da Região Metropolitana, no ano passado, 43,6 mil presos. E 250 mil pessoas detidas provisoriamente.
Então, por que não percebemos antes a enormidade do quadro, só lhe damos atenção agora ? Há indícios de que ocorreram mudanças importantes e certas coisas parecem mais visíveis. Entre elas, um aparente deslocamento geográfico do crime organizado, em busca de novos territórios, desde que cessou o acordo não declarado que havia no Rio de Janeiro, desde o governo Chagas Freitas, na década de 70, entre a polícia e o tráfico de drogas – “vocês não descem o morro e nós não subimos”. Com a ocupação de morros e favelas pelo programa das UPPs, o crime (drogas, especialmente) teve de migrar – inclusive para fora do Estado. São Paulo e Santa Catarina parecem ser novos territórios, ou a busca deles.
Mas essa busca tem implicado uma escalada. Os comandos de organizações na área do tráfico têm recorrido até à requalificação técnica de seus membros, matriculando-os em cursos que ensinam a manusear explosivos (Folha de S. Paulo, 18/11). Tem significado a exigência de que os devedores aos mandantes do tráfico sejam obrigados a saldar suas dívidas executando policiais – 6 PMs e dois agentes prisionais foram executados em 20 dias (Estado, 15/11), quando 154 pessoas foram assassinadas. Em um ano, foram mortos 93 policiais (19/11) Ordens de ataques têm partido de dentro de prisões (15/11), a ponto de os governos federal e paulista cogitarem de implantar bloqueadores de celulares em presídios, ao custo de R$1 milhão em cada um deles levado para 143 unidades prisionais (19/11). A evidência de que esses novos fatores influenciam a visão das autoridades paulistas está no processo, já iniciado, de transferir líderes de organizações para presídios de segurança máxima fora do Estado (17/11), e no anúncio de que haverá ações importantes em “14 pontos estratégicos do Estado”.
Para completar o quadro da redistribuição geográfica do crime organizado: parece claro que o Centro-Oeste brasileiro transformou-se no ponto de recepção e redistribuição de drogas advindas das regiões de fronteira. Goiânia teve quase 500 homicídios no ano passado, mais de 500 este ano, até agora – quase invariavelmente relacionados com o tráfico e o não-pagamento de dívidas. Rio Verde, cidade de 185 mil habitantes, em 2011, quase 100 assassinatos. Este ano, mais (O Popular, 19/11). De certo modo, os fatos estavam diante dos nossos olhos há muito tempo. Na Paraíba, a Polícia Federal prendeu mais de 30 policiais e agentes de segurança “envolvidos em grupos de extermínio” (Estado, 10/11). De 1984 para cá, escreve o leitor Marcelo de Lima Araújo, mais de um milhão de pessoas foram assassinadas intencionalmente no Brasil”, o “20.o país mais violento do mundo”.
E mesmo deixando de lado as razões sociais desse quadro não há como entrar nessa seara abominável do crime e do crime organizado sem referência à situação calamitosa do Judiciário, que implica também a ausência de ressocialização de quem está na prisão – parte da pena quase inexistente. Nada menos de 423,4 mil processos, ao todo, estão paralisados em tribunais federais e estaduais (Agência Globo, 16/11), aguardando julgamento. Nos tribunais federais nada menos de 26 milhões de processos foram abertos em 2011 (eram 5,1 milhões em 1990). E com isso 90 milhões de processos tramitam nos tribunais.Mas no ano passado, cada ministro do STJ julgou 6955 ações; no TST, 6.299 cada um; no TSE, 1.160. Como dar conta da papelada toda ?
É evidente que nossos modos de viver, acotovelados em grandes cidades e megalópoles, geram condições favoráveis – geográficas, econômicas, sociais, de dificuldade de cobertura policial em toda a área etc. Mas as verbas previstas para construção de presídios até 2014 são de apenas R$1,1 bilhão, com 24 mil vagas implantadas, 42 mil contratadas; apenas 7.106 entregues (Folha de S. Paulo, 18/11). E quanto a novas condições sociais e econômicas nas grandes cidades, não há muitas razões para otimismo. Estudo de 40 especialistas da USP, ao lado de 81 técnicos, para o governo paulistano, diz que “A São Paulo dos sonhos” “poderá estar pronta em 2040”, nas áreas de transportes coletivos, habitação, despoluição de rios etc. E custaria R$314 bilhões.
Haja paciência e fé! E ainda a crença ilusória de que algo será possível, principalmente nas áreas de segurança e justiça, sem reformas mais amplas, de caráter global mesmo. Migração de fatores sociais e da criminalidade, escaladas de violência etc., não se detêm diante de fronteiras municipais, estaduais ou nacionais.